Velas Tricolor
Tricoloured candles

Velas Tricolor
Este é o meu "terceiro capítulo" sobre a aprendizagem da arte de fazer velas artesanais.
Não vou repetir os aspectos referidos no primeiro artigo, por isso, se não o leram, sugiro que o façam agora: Fazer velas em casa
O segundo artigo sobre esta temática versa sobre um técnica substancialmente diferente. Embora sem ligação ao que aqui falo agora, aqui o link para consulta: Velas de Cera de Abelha

Da primeira vez notei que a cera, depois de secar completamente, contrai e descola-se do frasco onde a coloquei. Isto deu-me a ideia que, escolhendo criteriosamente o molde seria possível desenformar as velas depois de terminadas sem grande dificuldade. E os moldes escolhidos foram copos de vidro que permitem fazer velas com uma superfície lisa, brilhante e lustrosa.

Decidi-me por dois copos diferentes, um mais alto e estreito e outro mais baixo e largo.
Depois da primeira experiência com o pavio demasiado grosso sabia que tinha de fazer um pavio mais fino para o molde mais estreito. Comprei cordão de algodão, destrancei os fios e enrolei novamente apenas metade deles para fazer um cordão mais fino. Derreti um pouco de cera e mergulhei o cordão fino na mesma deixando ensopar bem. Retirei com cuidado para não pingar e pendurei o pavio a secar.
Tão pouca espessura de cera seca completamente em poucos minutos.

As velas foram feitas nos copos invertidas, a parte de cima fica no fundo do copo. Para segurar o pavio, com uma ponta para queimar, cortei uma pequena rodela de cartão com o diâmetro do fundo do copo, fiz um pequeno orifício no meio e passei por ele pouco mais de um centímetro de pavio sem cera. Coloquei o cartão no fundo do copo, com a parte sem cera do pavio por baixo, encostei-o o melhor possível ao vidro e despejei um pouco de cera derretida. Deixei solidificar ligeiramente para garantir que ficava seguro no fundo.
Prendi a outra ponta do pavio com uma mola de roupa ao cimo do copo, de modo a ficar o mais centrado possível, e fui derretendo e despejando as diversas cores de cera. Lembrem-se que o objectivo inicial é aproveitar restos de cera! Para o copo mais largo foi preciso mais do que uma mola de roupa, mas o princípio é o mesmo :)
As questões do afundamento da cera são as mesmas já referidas no primeiro artigo.
Para terminar o fundo da vela (cera ao cimo do copo) o mais direito e liso possível, depois de preenchido o afundamento e da cera estar totalmente seca e solidificada, usei um isqueiro (um pequeno maçarico é capaz de ser mais adequado) para derreter a última camada e deixar a gravidade fazer o trabalho de alisamento.

Depois de completamente solidificada a cera, desenformar a vela mais larga foi muito simples, descolou-se apenas abanando o copo.
Mas, apesar da criteriosa escolha dos copos, o mais fino não era completamente uniforme na parte interior e a zona intermédia da vela era ligeiramente mais larga do que a abertura do copo. Colocando o copo no frigorífico, e depois no congelador, foi possível desenformar mais um pouco, mas não completamente.
Decidi aquecer o copo com água quente e esperava assim derreter ligeiramente a camada exterior da vela e permitir desenformá-la.
Não sei se funcionaria porque o copo ainda não estava completamente à temperatura ambiente e quando a água quente lhe bateu partiu-se! Enfim, é outro modo de desenformar! :)
O feitio algo cónico da vela larga é algo estranho, mas podemos habituar-nos a isso facilmente.
Preciso ainda de trabalhar na parte do cartão que segura o pavio ao cimo da vela e na parte de desenformar de copos difíceis! Mas gostei do resultado final. :)


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This is my "third chapter" on learning the art of making artisanal candles.
I will not repeat the issues pointed out in the first article, so, if you have not read it yet, I suggest you do it now: Homemade candles
The second article on this theme is about a completely different technique. Although not connected, here's the link to check it out: Bees' Wax Candles

The first time I did this I noticed that, after the wax was completely cooled and hard it contracts and separated from the glass jar. This hinted me that, carefully choosing the mould, it would be possible to easily unmould the candles. And the chosen moulds were glass cups that would allow for candles with a polished, shiny surface.

I decided for two different glass cups, a tall and thin one and a large and short.
After the first experience with the wick that was too thick, I had to make a thinner one for the shallow mould. I bought some cotton string, unthreaded it and threaded it again using only half of the filaments to get a thinner wick. Then I melted some wax and dove the thin cotton string in it and let it soak. Removed it carefully not to spill and hung the wick to dry.
Such a thin ammount of wax dries out completely in a couple of minutes.

The candles were made upside down inside the glass cups. To hold the wick down, with a spare length to burn, I cut a circle of card with the same diameter of the inside of the cup bottom, made a little hole in the center and run through it that small length of wick without wax. I placed it in the bottom of the glass, with the part of the clean wick facing down, pushed it against the bottom as neat as I could and poured in a bit of melted wax. I let it settle and harden a little to make sure the wick was stuck at the bottom.
The other end of the wick was then fixed at the top of the glass with a clothes peg, as centered as possible, and I went on melting wax and pouring it down the glasses, one colour at a time. Remember the original reason I started to make these candles was to reuse leftovers of burn down candles! The larger cup took more than clothes pegs to hold the wick, but the principle was the same. :)
The issues about the wax sinking are already referred to in the first article.
To finish up the bottom of the candle (the wax at the top of the glass) as straight as possible, after the sinking was filled up and completely hardened, I used a lighter (maybe a small, kitchen blowtorch would be better) to melt the lastest coat of wax and let gravity workout the straightning.

Once the wax was completely hardened (the next day), unmoulding the larger candle was straight forward, I just needed to shake the glass.
But, in spite of the careful choice of glasses, the thinner one was not completely straight having a middle zone slightly larger than the mouth. Having the glass, with candle, in the refrigerator, and then in the freezer, made it possible to take the candle out a bit more, but not all of it.
I went on heating the glass with hot water and I was hoping to melt only a thin outer layer of wax and get the candle out.
I still don't know if that would work! The glass was still cold from the freezer and when the hot water hit it... it just broke! Well, it's just another way to unmold wax candles! :)
The somehow conical shape of the large candle is weird, but one get used to it.
I still need to work on that part of the cardboard to hold the wick on the top of the candle and the part of unmolding hard glass! But I really liked the final outcome. :)



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