Meu caro Watson, onde está o meu futuro?

Meu caro Watson, onde está o meu futuro? Já ouviram falar do Watson?
Nada elementar! Refiro-me ao projecto/serviços da IBM.
O meu primeiro pensamento depois de ler mais sobre isto: Skynet!
É assustador!
Não?
Uma vista de olhos ao que a IBM diz e depois falamos das consequências possíveis. Algumas pelo menos.

http://www.ibm.com/smarterplanet/us/en/ibmwatson/what-is-watson.html
https://www.youtube.com/watch?v=lYxJlFL2opo

O Watson consegue falar de modo inteligente com um interlocutor humano. Usado como "coração" para um robot, pode tomar decisões "acertadas". Pode diagnosticar doenças, acelerar desenvolvimentos científicos, optimizar modelos de produção, automatizar modelos de produção, etc, etc, etc...
Não estará longe o tempo em que o watson ou seus semelhantes possam substituir todo o trabalho feito pelo Homem hoje em dia.
Sim, informáticos também! O watson pode criar aplicações complexas e profissionais em muito pouco tempo, menos de 24 horas. Programadores serão provavelmente os mais fáceis de substituir.

Imaginemos um mundo em que as pessoas não precisam de trabalhar, em que todos podemos dedicar-nos a evoluir em termos intelectuais, criativos, morais, éticos, espirituais. Precisamos mesmo disso! A tecnologia e ciência têm evoluído tanto e tão rápido que essa outra parte mais humanista, mais holística não teve espaço nem tempo para crescer. Como disse um amigo meu... a oportunidade para evoluirmos para uma verdadeira utopia ao estilo de Star Trek.

Rewind...

Principalmente desde a revolução industrial que o homem tem vindo a ser "explorado" para trabalhar em empreendimentos, empresas cada vez maiores. Cada vez mais afastado dos propósitos do seu trabalho. Os seus objectivos pessoais cada vez mais desligados do trabalho que faz.
A troco de um pagamento justo a sociedade evoluiu com base nesse trabalho. Ou melhor, cresceu. O que evoluiu mesmo foi a tecnologia.
Até perto do final do século XX a produtividade, aliada aos avanços tecnológicos, foi aumentando e as condições de vida dos trabalhadores foram melhorando. Melhor saúde, mais tempo para a família, menos pressão... pagamento justo.
Mas perto do final do século XX algo mudou. A curva da produtividade não baixou, pelo contrário, até subiu mais. Mas a remuneração dos trabalhadores, o seu bem estar e o das suas famílias, o tempo para si e para crescer, essa na melhor das hipóteses, estagnou. De um modo mais realista, não com os mesmos problemas de séculos anteriores mas com novos problemas, a qualidade de vida tem vindo a decair.

Pensemos...
Há dúvidas em dizer que as pessoas na década de 1980 viviam melhor que no início do século passado? Nem é preciso recuar tanto! Nos anos 50 e 60 havia muito mais doenças, mais pobreza, mais miséria.
Comparemos agora a nossa situação com a da década de 1980. Somos mais felizes? Temos menos pobreza? Menos doenças? (Não nos esqueçamos das novas doenças do foro mental que nos assolam de todos os lados).

Para onde foram os ganhos desse aumento de produtividade já que não se reflectiu na qualidade de vida do comum dos mortais?

As corporações (e quem manda nelas) tomaram conta dos rendimentos dessa produtividade. As diferenças entre pobres e ricos tem vindo a aumentar consistentemente, mesmo em épocas de crise. Às vezes, especialmente em épocas de crise. O termo "explorado" que referi em cima para os empregados deixa de merecer as aspas. Efectivamente as pessoas são forçadas pelo sistema a manter um emprego. Todos os adultos de uma família porque um já não basta para dar o sustento e isso não se reflecte no seu bem estar. Muito menos no bem estar de uma sociedade com cada vez mais indíviduos desequilibrados, quer pela pressão, quer pela falta do apoio de uma família.
Os sistemas políticos não dão soluções e só alimentam cada vez mais o mundo corporativo. De que adianta uma democracia se as escolhas que existem não servem os nossos propósitos?
O que queremos nós? Felicidade? Às vezes não sei o que queremos, mas digo que o mais provável é que não se queira que saibamos.
Qual deveria ser o papel de uma empresa/corporação na sociedade? Dar-lhe coerência? Produtividade? Felicidade aos seus elementos? Saúde? Evolução? (não falo agora só da tecnológica). Parece-me que deveria ser alguma coisa nesse sentido.
Nas últimas décadas, o que é que na realidade tem sido o papel das empresas na sociedade em termos de coerência, de bem estar, saúde ou felicidade?
Isto dava pano para mangas em termos de filosofia, mas...

Voltemos à parte em que o Homem passa a poder ser subtituído por máquinas, programas, Watson's.
No panorama actual, nem eu sou optimista suficiente para acreditar que vamos no caminho de uma sociedade Star Trek!
As corporações vão provavelmente fazer o que estão a fazer hoje em dia. Absorver a produtividade acrescida da automatização, despedir as pessoas, colocar toda uma grande parte da sociedade no desemprego (miséria?) e ver os seus lucros crescer.
No panorama actual, parece-me muito mais provável uma evolução para uma sociedade Terminator do que Star Trek.
Ou talvez sem esse nível de violência...

O que acontece a seguir é difícil de prever.
Será que os que não podem auferir rendimentos serão obrigados a voltar a uma vida de subsistência a partir da agricultura, pesca e criação de gado?
Sociedades isoladas em locais onde nada de interesse exista para as corporações?

E as corporações? Poderão ter todo o luxo, todos os serviços que quiserem. Poderão ter todo o poder.
A quem vão vender os seus produtos/impingir os seus produtos, as necessidades criadas para prender as pessoas ao sistema? Poder, mas sobre quem? Eles próprios e "sociedades" de máquinas? Acredito que vão tomar precauções para não serem subjugados pelas próprias criações.
Mas a sede de poder? Ficará saciada?
Infelizmente parece-me também algo provável a evolução para um tipo qualquer de distopia em que os outros Homens continuem a ser explorados (em todos os significados da palavra), se calhar escravizados.

Não sei que pensar ...
Mas o Watson não me maravilha, assusta-me. Assusta-me que essas máquinas sejam "ensinadas" por aqueles que fomentam a sua criação.
Os seus desígnios não me inspiram qualquer confiança.

Um artigo onde todos estes pontos são mais explorados:
O futuro e as máquinas que vão devorar o nosso trabalho

Para pensar.



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